Futilidade.Beleza.Vida

Já ouviu falar que a vida era fútil?
Ou já se perguntou para o quê e por quê vivemos?
Para quê fazemos tudo o que fazemos? Ou para quem? 
Há alguma beleza em chamar de vida o que temos?
Há alguma beleza na vida? 

As pessoas falam que eu sou estranha - de vez em quando - preciso concordar com elas. Dou a louca às vezes, aperto o botão do foda-se e curto cada momento da vida como se todas as escolhas que eu estivesse tomando fossem boas para mim e para os outros. Mas aí, acontece que quase sempre eu paro para analisar tudo: exatamente tudo. Olho meu exterior, meu interior, observo o mundo, as pessoas ao meu redor - todas fazendo algo que acham que é diversão - fico atenta a natureza, em como as nuvens tem seu próprio formato a cada dia, nas inúmeras estrelas que brilham durante a noite, nos passarinhos que cantam em cima dos muros, nas folhas e nos galhos das árvores que se curvam perante o vento e o mesmo embaraça meu cabelo.  
Analiso como tudo e todas as coisas estão conectadas umas nas outras, sem ao menos notarmos isso.  
Somente vemos aquilo que a televisão nos mostra, aquilo que o celular diariamente vibra, aquele curtir que as redes sociais nos sugam indiretamente. E com todas estas coisas que realmente são fúteis, esquecemos do primordial, buscamos na vida uma sobrevivência que ela mesma não propõe, buscamos diversão no passageiro, buscamos amor na incerteza, buscamos sucesso no improviso...

Há alguma beleza na vida?
Algo por quê buscar na vida que ela nos dê com prazer?
A resposta? Um simples sim.
Mesmo mediante ao caos do universo, sempre haverá um resquício de beleza no quê vivemos, conectada a esperança, ao amor, a paz, união, confiança... A tudo que nos proporciona reações inexplicavéis de sentimentos palpitantes e isto não é fútil; portanto "...Não deixe de perceber a beleza oculta." (Collateral Beauty, 2016).

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